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jovino santos neto imprensa |
O que diz a imprensa:
Crítica: Viagem Ao Centro Da Alma Nordestina
Com sólida base jazzística, o
pianista Jovino Santos Neto faz uma recriação vigorosa de ritmos como
maracatu, baião e forró. Ao fuçar certo dia a biblioteca da família, Jovino
Santos Neto se deparou com um exemplar autografado de Alma do Nordeste,
livro de 1936 do folclorista C. Nery Camello, "mosca branca" nos sebos de
São Paulo e Rio. Na folha de rosto, em letras firmes, desenhadas de próprio
punho pelo autor, estava a dedicatória que trazia o nome, ainda que
incompleto, do pianista carioca, radicado em Seattle (EUA) desde 1993: "Para
a alma nordestina do Jovino Santos". Embaixo, a data de 20 de julho de 1943.
A descoberta do exemplar dedicado ao avô engendrou uma outra busca. Nascido
no Rio de Janeiro, Jovino sempre esteve ligado espiritual e artisticamente
ao Nordeste, seja por meio de seus antepassados, seja pelo fato de ter
acompanhado durante anos o alagoano Hermeto Pascoal, o Bruxo da música
instrumental brasileira. Em maio do ano passado, Jovino trocou Seattle pelo
agreste, Zona da Mata, sertão — Alagoas, Paraíba, Pernambuco. O relato da
viagem é o CD Alma do Nordeste, lançado pelo selo Adventure Music, uma "transcriação"
livre do trabalho de Camello, entremeada pelas impressões colhidas pelo
músico durante duas semanas. Foram 1,3 mil quilômetros que resultaram em 13
composições, ainda que algumas já estivessem prontas antes da pequena odisséia,
devidamente registrada em imagens. Jovino viaja pelos ritmos do agreste Músico lança o CD Alma do Nordeste em apresentação no Sesc Pompéia Lauro Lisboa Garcia O Estado de S. Paulo, 29/08/2008
Quem teve a oportunidade de ver a lendária banda do alagoano Hermeto Pascoal atuar, nos anos 70 até o início dos 90, certamente vai se lembrar do nome e do som de Jovino Santos Neto. Ouvindo o novo CD do pianista e compositor, Alma do Nordeste - que lança hoje no Sesc Pompéia -, é notável a influência daquela sonoridade em seu trabalho. Em especial pelo "sotaque" nordestino, que ele aprimorou nos 15 anos em que trabalhou com Hermeto. Mas como diz Jovino, a influência mais importante não está "no exterior da música" resultante da simbiose entre os músicos daquela banda, "mas na atitude". Há outros 15 anos Jovino vive em Seattle (Estados Unidos) e este é o primeiro de seus seis CDs lançado no Brasil. o fato de morar longe daqui nao o distanciou da musicalidade brasileira, ao contrário. "Houve, sim, uma aproximação, porque deu pra gente ver a coisa de uma forma mais objetiva", diz Jovino. Esta é a primeira incursão mais profunda do musico pelos ritmos nordestinos. Nos discos anteriores sempre tinha algo do gênero - "um frevo aqui, um maracatu ali" -, mas desta vez ele elaborou um trabalho de pesquisa, nao só com o intuito de "refletir o estilo nordestino", mas também de visitar a região, acompanhando os passos do livio Alma do Nordeste, que Nery Camello publicou em 1936. Relato de um folclorista, o livro, segundo Jovino, tem muito poucas referências musicais. "As observações sao mais genéricas, tem uma citação de uma cantoria aqui, de uma de viola ali, mas em geral ele fala do potencial da terra, do que ele via de riqueza e da pobreza nos lugares." Esses aspectos mais pitorescos, Jovino diz que usou "apenas como se fosse uma maneira de alinhavar urn roteiro". O que aconteceu com ele e sua mulher durante a viagem foi muito diferente do que Camello vivenciou. Foi “uma imersão total" no convívio com sanfoneiros, gente do samba de coco, grupos de boi e outros. "O que me marcou bastante foi a atitude deles, o grande orgulho que eles tem da cultura do lugar onde vivem. Já conhecia muitos desses ritmos, mas ter estado lá, ter entrado no clima do ambiente deles foi uma outra experiência." A improvisação, que sempre fez parte do trabalho de Jovino, também está presente."Embora haja essa forma jazzística, que é assim que as pessoas vêem meu trabalho e eu também não vou negar, evitei colocar linhas melódicas de jazz e blues neste disco, para não sair do contexto.Há improvisos, mas dentro da linguagem do repente, do forró, do baiao." Carlos Malta (sopros) e Marcio Bahia (bateria), que tocaram com ele na banda de Hermeto, Toninho Ferragutti (acordeão), Dudu Lima (baixo) e Gabriel Grossi (gaita), entre outros, são alguns dos músicos de primeira linha que Jovino chamou para gravar as composições que criou a partir dessa pesquisa. O resultado é um trabalho de conjunto coeso. Inteiramente instrumental, o álbum é uma estimulante viagem pela vasta musicalidade nordestina. E ainda conta com um belo projeto gráfico e versos do cordelista Marcos Haurelio para ilustrar cada faixa.
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foto de Steve Berentson
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Jovem Pan Online: Video entrevista c/ Patricia Rizzo Entrevista na CBN: Pt. 1 Pt 2 Pt. 3 Radio UOL Online: faixas do CD em streaming Programa Sala dos Professores com Daniel Baibem na Radio Eldorado de SP: 1 2 Entrevista ao programa Metrópolis, TV Cultura, SP Entrevista ao Radar Cultura, Rádio Cultura, SP Entrevista ao Radar Cultura com Vilmar Bittencourt, Rádio Cultura, SP Resenha no Blog de Dafne Sampaio Entrevista ao jornal The Brasilians, Out. 06 Crítica de Roda Carioca na revista Agulha Crítica de Canto do Rio na revista Jazz+ Entrevista à Revista Agulha, outubro 2006 Crítica de Ao Vivo em Olympia na revista Agulha Crítica de Serenata na revista Agulha
Entrevistas em inglês:
Seattle Times, Sept 2000 Paul de Barros The Sorcerer's Apprentice Bruce Gilman Brazzill Magazine, August 1997 Jovinos'Alchemy Bruce Gilman Read an Interview with Jovino for Cornish College Review of Balaio by Egidio Laitão, (Caravan Music) Read a review of the JSN Quinteto live at Yoshi's, November 2000 An interview for the Latin Jazz Club discussion groupEarshot Jazz Cover Feature, June 2003 A review from www.jazze.com, with Alex Rawls
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